O que significa sustentabilidade no Rio?

Na última semana, a AMAGÁVEA protocolou uma nova representação junto ao Ministério Público sobre o processo de licenciamento do empreendimento Oppy Ubá. O documento amplia questionamentos apresentados desde 2024 e recoloca no centro do debate uma pergunta que interessa a toda a cidade: afinal, o que significa construir de forma sustentável?

Tecnologia construtiva, eficiência energética e madeira engenheirada representam avanços importantes. Mas, sozinhas, essas soluções respondem à perda de árvores adultas, ao impacto sobre o microclima e à fauna urbana? Ou preservar um ecossistema existente não deveria ser o primeiro critério de sustentabilidade?

Segundo a AMAGÁVEA, com base em dados oficiais, mais de 400 árvores foram removidas na Gávea na última década, em um processo associado a empreendimentos recentes, obras particulares e novos projetos imobiliários, como Parque Sustentável, Condomínio Pindorama e GAVÍ.

A discussão também envolve os impactos sobre a fauna urbana, como aves, micos, quatis e outros animais que dependem desses fragmentos verdes para alimentação, abrigo e deslocamento.

Quando sustentabilidade e preservação não significam a mesma coisa

No município do Rio, a compensação ambiental é uma medida mitigadora exigida de quem modifica o meio ambiente. Ela busca compensar impactos, mas não significa, necessariamente, a preservação integral do ecossistema afetado.

Para a AMAGÁVEA, esse conceito precisa ser ampliado. A entidade defende que inovação e tecnologia devem caminhar ao lado da preservação da vegetação existente, e não substituí-la.

“A inovação deve ser complementar à preservação ambiental e não ser usada como compensação. Sustentabilidade também começa pela preservação do que já existe”, afirma a presidente da AMAGÁVEA, Luiza Carneiro.

Pode um empreendimento ser considerado sustentável quando ainda existe uma discussão jurídica sobre a preservação da vegetação da área?

A AMAGÁVEA questiona uma compreensão de sustentabilidade centrada apenas nas características do empreendimento, sem considerar a preservação do patrimônio ambiental existente. Para a associação, um empreendimento verdadeiramente sustentável não pode estar associado à alta supressão de árvores, à redução da cobertura vegetal e aos impactos sobre o patrimônio ambiental.

Preservar compensa. Mas preservar o quê???

A Gávea como um recorte do debate sobre preservação ambiental no Rio

Em tempos de crise climática, a palavra sustentabilidade tornou-se um ativo poderoso. Ela atrai investidores, valoriza marcas, orienta novos negócios e passou a ocupar lugar central também no mercado imobiliário.

A Gávea, com suas características ambientais singulares, resultado da proximidade com a Mata Atlântica e de uma arborização que molda sua paisagem e seu microclima, é um dos bairros cariocas que mais vivenciam essa discussão.

“Esse é um debate que extrapola completamente a Gávea. É um tema que interessa a qualquer cidade brasileira que esteja conciliando desenvolvimento urbano e preservação ambiental”, conclui Luiza Carneiro.

Cronologia

1943 – O Conselho Florestal Federal condiciona o loteamento da área à preservação das árvores.
1944 – A obrigação passa a integrar formalmente o Termo de Cessão.
2024 – Em agosto, a AMAGÁVEA protocola representação ao Ministério Público questionando critérios do empreendimento Oppy Ubá.
2026 – Em junho, a AMAGÁVEA faz nova representação amplia os questionamentos sobre o licenciamento e pede análise do MP antes de eventuais intervenções.

EDUARDO CAVALIERI PROMETE UM RIO MAIS VERDE

A AMAGÁVEA participou de uma importante reunião com o prefeito Eduardo Cavaliere ao lado da FAM-RIO, associações de moradores de diferentes regiões da cidade, movimentos ambientais e representantes da sociedade civil. Entre os presentes estavam Alexia Dechamps, Léo Jaime e a vereadora Tatiana Roque.

O encontro teve como pauta os 13 pontos da carta “Por um Rio mais verde, menos cinza e menos quente”, construída coletivamente por entidades e movimentos preocupados com o futuro ambiental da cidade.

Não foi possível aprofundar todos os pontos da carta nesta primeira reunião. Ainda assim, consideramos o encontro positivo porque compromissos importantes foram assumidos pela Prefeitura em relação à compensação ambiental, reflorestamento e arborização urbana.

Entre eles:
• rever o cálculo da compensação ambiental, ampliando o número de árvores replantadas;
• tornar a compensação 100% voltada para plantio, eliminando a possibilidade de compensação via serviços;
• garantir que pelo menos 50% das árvores sejam replantadas na mesma região impactada;
• atualizar o tamanho mínimo das mudas para aumentar as chances de sobrevivência;
• ampliar mutirões de reflorestamento e recursos municipais destinados ao plantio;
• não liberar novas licenças para empreendedores em débito com compensações ambientais.

Também foi definido que outros temas estruturais — como Relatório de Impacto de Vizinhança e Estudos Cumulativos para empreendimentos concentrados numa mesma área — serão debatidos em reuniões específicas nas próximas semanas.

Sabemos que ainda há muito a avançar. Mas abrir diálogo, assumir compromissos públicos e endurecer regras ambientais são passos importantes para combater a sensação de impunidade ambiental que marcou a cidade durante anos.

Seguimos defendendo um Rio menos cinza, menos quente e mais verde para todos.

ELEIÇÕES AMAGÁVEA 2026 – VOTAÇÃO!

Caros associados,

Amanhã, terça-feira, dia 07 de abril, realizaremos a votação para a nova diretoria e conselho fiscal da AMAGÁVEA.

Neste processo eleitoral, tivemos a inscrição de uma única chapa, formada por integrantes da atual gestão, que seguem com o compromisso de dar continuidade a um trabalho voluntário dedicado ao nosso bairro.

Mesmo com chapa única, a votação é fundamental para legitimar o processo. É através dela que os associados confirmam e fortalecem a próxima gestão.

Quando votar
07 de abril de 2026 (terça-feira)
Das 7h às 19h
Votação online

Chapa inscrita:

  • Presidente — Luiza Maria Barboza Carneiro
  • Vice-presidente — Rene Hasenclever
  • Conselho Fiscal — Elizabeth Wanderley, Maria Gabriela Carneiro de Carvalho, Márcia Adler Sidi

VOTE ABAIXO:

[Votação aberta das 7h às 19h, no dia 07 de abril de 2026]

Caso tenha dificuldade em acessar o formulário, clique aqui.

Contamos com a sua participação.

A AMAGÁVEA é construída por quem participa.

ELEIÇÕES AMAGÁVEA 2026 – CHAPAS INSCRITAS!

O mandato da atual diretoria da AMAGÁVEA se encerra em maio de 2026 e seguimos em processo eleitoral para a escolha da nova diretoria e conselho fiscal.

Dentro do prazo de inscrições (De 23 a 30 de março), tivemos a inscrição de uma única chapa — formada por integrantes da atual gestão, que seguem à frente com o compromisso de dar continuidade a um trabalho voluntário dedicado ao bairro.

A CHAPA INSCRITA É COMPOSTA POR:

  • Presidente — Luiza Maria Barboza Carneiro
  • Vice-presidente — Rene Hasenclever
  • Conselho Fiscal — Elizabeth Wanderley, Maria Gabriela Carneiro de Carvalho, Márcia Adler Sidi

Mesmo com chapa única, a votação é fundamental para legitimar o processo — é através dela que os associados confirmam e fortalecem a próxima gestão.

DATA DA VOTAÇÃO
Terça-feira, 07 de abril de 2026
Das 7h às 19h, de forma online

ATENÇÃO: O link de votação será enviado em 06 abril, nesta terça-feira, por e-mail ou WhatsApp, garantindo a segurança do processo.

RESULTADO ELEIÇÃO AMAGÁVEA 2026
A confirmação da eleição será divulgada no dia 09 de abril, pelos canais oficiais da AMAGÁVEA.

ELEIÇÕES AMAGÁVEA 2026 – INSCREVA SUA CHAPA!

A Comissão Eleitoral, composta pelos moradores Miriam Clara Brum e Ana Lucia Leal de Sá Lucas, vem apresentar a ficha de inscrição para as chapas candidatas à eleição AMAGÁVEA 2026 -2028.

Até 30 de março 2026 estão abertas as inscrições das chapas que deverão ser compostas de Presidente (1 candidato), Vice-Presidente (1 candidato) e Conselho Fiscal (3 candidatos).

Desde já agradecemos sua participação,

Comissão Eleitoral