A AMAGÁVEA concluiu a enquete sobre a abertura ou fechamento da Rua Graça Couto, iniciativa que teve como objetivo ouvir moradores e frequentadores da Gávea sobre os impactos da medida na mobilidade e na rotina do bairro.
A consulta reuniu 677 respostas e apresentou o seguinte resultado:
- 58% defendem manter a Rua Graça Couto aberta
- 36,5% defendem testar o fechamento
- 5,5% apresentaram outras sugestões ou se mostraram indecisos
Os dados revelam uma maioria favorável à manutenção da via aberta. Ao mesmo tempo, demonstram que o tema mobiliza percepções distintas conforme o impacto direto do fluxo de veículos na rotina das diferentes áreas da Gávea.
A análise das justificativas apresentadas indica que:
— Os que defendem testar o fechamento apontam como principais argumentos a redução do trânsito de passagem, a melhoria da segurança e a preservação do caráter residencial do bairro.
— Os que defendem manter a via aberta destacam o direito de acesso, a necessidade de múltiplas entradas para o bairro e o risco de sobrecarga em outras vias.
Outras sugestões e propostas intermediárias
Os 5,5% classificados como “outras sugestões” trouxeram contribuições relevantes, muitas delas propondo modelos híbridos ou soluções complementares.
Entre as ideias mencionadas estão:
- fechamento parcial apenas nos horários de pico escolar
- uso de câmeras para restringir o acesso a moradoras e serviços
- reforço na fiscalização de filas duplas nas escolas
- ajustes na engenharia viária e na organização da ciclovia
Essas propostas revelam que parte dos participantes busca soluções conciliatórias, voltadas à reorganização do tráfego sem medidas permanentes de bloqueio.
Apesar das divergências, houve convergência em pontos importantes, como a percepção de aumento do trânsito, o impacto das escolas nos horários de pico e a necessidade de fiscalização mais efetiva e planejamento urbano consistente.
A AMAGÁVEA agradece a participação dos moradores que contribuíram com a consulta.
Com a publicação dos resultados, considera-se encerrado o ciclo desta enquete. Os dados passam a integrar o posicionamento institucional da Associação e poderão subsidiar futuras interlocuções relacionadas ao tema.
Quem vive a Gávea tem voz.