Possível Construção de Projeto Imobiliário em Área de Proteção Ambiental

Caros moradores,

Confiram matéria do G1 sobre projeto imobiliário em área de proteção ambiental no Parque da Catacumba, na Lagoa. A Prefeitura do Rio nega que o projeto exista, mas há indícios, apontados pelo MPRJ, de que ele tem avançado.

Vejam abaixo manifestações da “Associação de Moradores da Fonte da Saudade” (AMOFONTE), que está organizando uma caminhada no dia 04/12/2021, às 10:00 (local de encontro: Rua Cons. Macedo Soares). Confiram também as pautas do projeto:

“- Não a todos que se julgam acima das leis
– Não às autoridades que não exercem o dever de cuidar da cidade e dos cidadãos que os elegeram
– Não ao desmatamento ilegal do Cinturão Verde da Lagoa – Área de Proteção Ambiental do Parques José Guilherme Melchior, Catacumba e Fonte da Saudade.
– Não à falta de manutenção das nossas encostas, dos deslizamentos constantes, das construções irregulares e das catástrofes preveníveis a cada chuva de verão
– Não às motosserras que destroem nossas áreas verdes, dia e a noite em alto e bom som, impunemente
– Não à ocupação ilegal dos espaços públicos
– NÃO AOS CUPINS INVASORES.
– SIM a atuação do Ministério Público no ICP1290.
– A Prefeitura já autorizou o desmatamento na Tijuca e em Realengo. Agora pretende acabar com as áreas verdes da Lagoa. Existe um projeto de construção de 42 prédios em Área de Proteção Ambiental
– A Prefeitura quer acabar com as áreas verdes da cidade!!!
– Não à cultura da impunidade, do desrespeito aos cidadãos, da falta de cuidado com a cidade e seus moradores
– Não diante dessas condutas que nos envergonham publicamente diante dos nossos olhos, dos olhos dos nossos filhos e do mundo!”

MANIFESTO: Por uma sociedade mais respeitosa

A AMAGAVEA – Associação de Moradores e Amigos da Gávea vem pelo presente clamar, mais uma vez, a todos (entes públicos, privados e cidadãos) por maior respeito à saúde física e mental das pessoas, independente de estarmos em reabertura econômica pós-pandemia.

Embora empáticos com a situação do comercio, a AMAGAVEA entende que todos devem retomar suas atividades imbuídos de respeito ao outro e muita atenção às leis. Estas nem seriam necessárias se todos adotassem posturas éticas ao direito ao sossego da vizinhança. Infelizmente, não é o que vem ocorrendo, pois presenciamos eventos se dando, por exemplo, no Jockey Club com seus bares afrontando os termos legais.

As Leis Municipal 3.268/2001, 6.179/2017 e demais normas que servem para nortear boa parte de comerciantes não têm sido suficientes. A fiscalização, por seu turno, tem seus limites de atuação e não são respeitados por tais empreendedores.

Os bares e restaurantes já deveriam estar atuando para que não infringissem as leis e a ordem pública há anos, buscando um convívio harmonioso e respeitador para com cada um dos moradores da Gávea. Para tanto, teria sido correto, ao querer-se trabalhar com eventos musicais, obter projeto arquitetônico contemplando o isolamento acústico de ambientes para não emitirem externamente qualquer som que incomodem minimamente as pessoas como prevê a lei e os alvarás, caso permitam. Se não o fizeram, proceda-se aos ajustes com eficiência para as reais atividades incorporadas.

A AMAGAVEA não tolerará mais qualquer desrespeito aos moradores de nosso bairro. A AMAGAVEA não tolerará mais desrespeito às leis, adotando todas as providencias necessárias para combater atos que perturbem o sossego de nossa coletividade. Contamos com o apoio irrestrito da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro, 12 de novembro de 2021

AMAGAVEA – Associação de Moradores e Amigos da Gávea

Nova Biblioteca no Planetário da Gávea

Caros moradores,

Confiram release da prefeitura sobre a nova biblioteca do Planetário da Gávea:

O Rio ganha um novo espaço para se pensar a relação entre cultura e cidade. Em homenagem ao escritor e produtor cultural carioca Ecio Salles (1969-2019), um dos criadores da Festa Literária das Periferias (Flup), a Prefeitura, por meio das secretarias de Cultura e de Governo e Integridade Pública, inaugura a Biblioteca Ecio Salles nesta terça-feira (16/11), às 19h. O equipamento fica dentro da Fundação Planetário, na Gávea, e seu funcionamento será gratuito, de segunda a sexta, das 9h às 17h.

São dois ambientes: um direcionado à leitura, com acervo sobre o Rio e capacidade para até 20 pessoas; o outro (sala LAB) para debates, cursos e workshops. Ambos com o objetivo de propor reflexão e construção de novas narrativas sobre a cidade. O leitor será cadastrado para pesquisa, empréstimos e consulta. Haverá acesso à internet.

Por ser uma biblioteca com foco no Rio, uma grande parte do acervo veio de doações, sendo a maior delas da empresa Persona, que entregou 450 livros. Obras de autores de João do Rio a Luiz Antônio Simas estão na coleção, incluindo também Milton Guran, Marcelo Moutinho e Marcus Faustini, este último atual secretário municipal de Cultura do Rio. Instituições como Observatório das Favelas, Fundação Darcy Ribeiro, Instituto Pereira Passos, Editora Record e Biblioteca Popular Abgar Renault também fizeram doações.

O novo espaço leva o nome de um dos grandes nomes da produção cultural carioca. Ecio Salles foi responsável por dar visibilidade e democratizar o acesso à criação literária das periferias. Ao lado do escritor e produtor cultural Julio Ludemir criou, em 2012, a Festa Literária das Periferias (Flup), evento que promove oficinas, debates e saraus nas favelas do Rio. Neste ano, a Flup completa sua 10ª edição.

Nos anos 2000, Salles ficou famoso ao criar o selo Tramas Urbanas, pelo qual lançou os livros “Poesia Revoltada” e “História e Memória de Vigário Geral”. Atuou como secretário de Cultura em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, entre 2009 e 2010. Morreu aos 50 anos, em 2019, vítima de um câncer.