TRÂNSITO NA GÁVEA E ELEIÇÕES AMAGÁVEA  2026

A AMAGÁVEA convida associados e moradores para reunião aberta sobre trânsito da Gávea e Assembléia Extraordinária sobre as eleições 2026 da associação.

A reunião acontecerá no dia 18 de março, das 18h30 às 20h, no Planetário da Gávea (1º andar – Sala do Conselho) sobre dois temas importantes para o bairro: as questões de trânsito na Gávea e a realização de uma Assembléia Extraordinária para o processo eleitoral da associação em 2026.

TRÂNSITO DA GÁVEA

O trânsito segue sendo um dos temas que mais impactam o cotidiano da Gávea. Mudanças recentes vêm sendo analisadas e testadas pela Prefeitura, e diferentes áreas do bairro sentem seus efeitos de maneiras distintas.

Por isso, a AMAGÁVEA está promovendo uma reunião aberta com moradores para ouvir percepções e reunir sugestões da comunidade.

 “A reunião tem como objetivo ouvir os moradores e reunir percepções e sugestões da comunidade antes do encontro da AMAGÁVEA com a Subprefeitura da Zona Sul, a CET-Rio e o vereador Flávio Valle, agendado para o dia 24 de março”, afirma a presidente da AMAGÁVEA, Luiza Carneiro.

A participação dos moradores é fundamental para que a associação possa levar ao poder público uma visão representativa das diferentes realidades do bairro.

ASSEMBLEIA EXTRAORDINÁRIA – ELEIÇÕES AMAGÁVEA 2026

Durante o encontro será realizada também uma Assembléia Extraordinária para tratar do processo das Eleições AMAGÁVEA 2026.

O mandato da atual Diretoria encerra-se em maio de 2026, e a assembléia terá como objetivo a eleição da Comissão Eleitoral, que será composta por dois moradores responsáveis por coordenar e fiscalizar o processo eleitoral da associação.

Caberá à Comissão Eleitoral definir e tornar público o edital de convocação, além de disponibilizar nos meios de comunicação da AMAGÁVEA as fichas de inscrição das chapas candidatas. Após a definição da comissão, serão abertas as inscrições para as chapas interessadas em concorrer.

A eleição da nova Diretoria e do Conselho Fiscal da AMAGÁVEA está prevista para ocorrer no início de abril. A posse e o início do exercício dos mandatos acontecerão logo após a apuração da chapa vencedora.

REUNIÃO COM ASSOCIADOS E MORADORES DA GÁVEA
18 de março de 2026 – 18h30 às 20h

Planetário da Gávea – 1º andar – Sala do Conselho

RESULTADO ENQUETE DE TRÂNSITO GÁVEA

A AMAGÁVEA concluiu a enquete sobre a abertura ou fechamento da Rua Graça Couto, iniciativa que teve como objetivo ouvir moradores e frequentadores da Gávea sobre os impactos da medida na mobilidade e na rotina do bairro.

A consulta reuniu 677 respostas e apresentou o seguinte resultado:

  • 58% defendem manter a Rua Graça Couto aberta
  • 36,5% defendem testar o fechamento
  • 5,5% apresentaram outras sugestões ou se mostraram indecisos

Os dados revelam uma maioria favorável à manutenção da via aberta. Ao mesmo tempo, demonstram que o tema mobiliza percepções distintas conforme o impacto direto do fluxo de veículos na rotina das diferentes áreas da Gávea.

A análise das justificativas apresentadas indica que:
— Os que defendem testar o fechamento apontam como principais argumentos a redução do trânsito de passagem, a melhoria da segurança e a preservação do caráter residencial do bairro.
— Os que defendem manter a via aberta destacam o direito de acesso, a necessidade de múltiplas entradas para o bairro e o risco de sobrecarga em outras vias.

Outras sugestões e propostas intermediárias

Os 5,5% classificados como “outras sugestões” trouxeram contribuições relevantes, muitas delas propondo modelos híbridos ou soluções complementares.

Entre as ideias mencionadas estão:

  • fechamento parcial apenas nos horários de pico escolar
  • uso de câmeras para restringir o acesso a moradoras e serviços
  • reforço na fiscalização de filas duplas nas escolas
  • ajustes na engenharia viária e na organização da ciclovia

Essas propostas revelam que parte dos participantes busca soluções conciliatórias, voltadas à reorganização do tráfego sem medidas permanentes de bloqueio.

Apesar das divergências, houve convergência em pontos importantes, como a percepção de aumento do trânsito, o impacto das escolas nos horários de pico e a necessidade de fiscalização mais efetiva e planejamento urbano consistente.

A AMAGÁVEA agradece a participação dos moradores que contribuíram com a consulta.

Com a publicação dos resultados, considera-se encerrado o ciclo desta enquete. Os dados passam a integrar o posicionamento institucional da Associação e poderão subsidiar futuras interlocuções relacionadas ao tema.

Quem vive a Gávea tem voz.

O RIO EM MARCHA-RÉ AMBIENTAL

O que está acontecendo na Gávea não é um episódio isolado. É um sinal.

Nos últimos meses, moradores de diferentes regiões do Rio de Janeiro passaram a identificar o mesmo padrão: supressão de áreas verdes, avanço de grandes empreendimentos e ausência de estudos de impacto urbano e ambiental compatíveis com a escala das intervenções.

A Gávea, como exemplo, possui uma única via principal de acesso, limites claros de infraestrutura e uma relação histórica com áreas verdes. Ainda assim, numerosos licenciamentos foram concedidos em curto espaço de tempo, resultando no corte de árvores, aumento projetado de moradias e pressão direta sobre trânsito, saneamento e serviços.

QUANDO SE REPETE, NÃO É ISOLADO

Mas o mesmo roteiro se repete em outros pontos da cidade.

Flamengo, Jardim de Alah, áreas do entorno da Lagoa, parques urbanos, Zona Oeste e regiões centrais vêm sendo afetados por decisões fragmentadas, analisadas caso a caso, sem leitura cumulativa dos impactos e sem debate estruturado com as comunidades diretamente atingidas.

Quando bairros diferentes vivem situações semelhantes, o problema deixa de ser local.
Ele passa a ser sistêmico.

Esse cenário ajuda a explicar um dado alarmante: o Rio de Janeiro deveria hoje ter mais de 300 mil árvores a mais se as compensações ambientais exigidas por lei tivessem sido efetivamente cumpridas pelas construtoras. O déficit não é apenas numérico — ele se traduz em mais calor, menos sombra, piora do conforto térmico e queda da qualidade de vida, especialmente para quem vive e circula nas ruas da cidade.

PLANTAR SEM DERRUBAR!

Enquanto o Rio literalmente derrete sob ondas de calor cada vez mais intensas, e a população sofre com a falta de sombra e áreas verdes, a Prefeitura segue autorizando novos empreendimentos com cortes monumentais de árvores.

Ao mesmo tempo, lança programas como o Planta+Rio, que incentiva moradores a solicitarem o plantio de mudas pelo 1746.

Sim, a iniciativa é positiva — e deve ser incentivada. Mas ela revela uma contradição difícil de ignorar: de um lado, o poder público diz que quer plantar e de outro, segue permitindo a supressão de árvores sem limites, sem critérios claros de compensação, sem planejamento territorial e sem priorizar as áreas mais quentes e desassistidas da cidade.

Um programa de solicitação de mudas não substitui uma política estruturada de arborização urbana, orientada por dados climáticos, justiça ambiental e planejamento de longo prazo.

Crescer sem planejamento, transparência e controle ambiental não é progresso.
É transferência de custo para quem mora, circula e trabalha na cidade.

A cidade é um sistema vivo. Quando áreas verdes desaparecem em diferentes bairros, o impacto não fica restrito ao CEP — ele se espalha.

Por isso, o debate que estamos vivendo na Gávea precisa ser entendido como parte de um todo que inclui a cidade inteira. Moradores têm direito à informação, à participação e à defesa do ambiente urbano.

Planejamento não é entrave.
É condição para o futuro.

Enquete! Trânsito: o que a Gávea precisa?

Escuta comunitária com moradores da Gávea

Nos últimos dias, o debate em torno do trânsito na região da Rua Graça Couto evidenciou diferentes percepções e experiências de quem vive a Gávea. Reconhecendo essa diversidade de olhares, e considerando que a CET-Rio sinalizou a ampliação do diálogo com a comunidade, a AMAGÁVEA decidiu organizar uma pesquisa oficial com moradores do bairro.

A AMAGÁVEA entende que decisões que impactam o cotidiano do bairro precisam ser construídas com escuta, responsabilidade e participação dos moradores.

O objetivo desta escuta é reunir dados consistentes e propostas da comunidade, que serão sistematizados e encaminhados aos órgãos competentes, contribuindo para um diálogo mais qualificado sobre a mobilidade na região.

A pesquisa será realizada por meio de um formulário digital, com participação individual, responsável e identificada, exclusivo para moradores da Gávea. Essa metodologia busca garantir seriedade, transparência e legitimidade ao processo.

Mais do que opinar sobre uma medida específica, o convite é para que cada morador reflita sobre o que é melhor para o bairro como um todo, considerando aspectos como mobilidade, segurança, qualidade de vida e convivência urbana — e não apenas o impacto pessoal de cada decisão.

A AMAGÁVEA reforça que seu papel, como Associação de Moradores e Amigos da Gávea, é abrir o diálogo, organizar a escuta e dar voz à comunidade, atuando como mediadora responsável entre os moradores e o poder público.

CLIQUE AQUI E RESPONDA. QUEREMOS OUVIR VOCÊ!

IMPORTANTE! As respostas desta pesquisa serão analisadas de forma agregada e utilizadas exclusivamente para fins de escuta comunitária e encaminhamento aos órgãos competentes.

A AMAGÁVEA não divulgará dados pessoais individualizados, sendo apresentada apenas a compilação geral dos resultados.

Agradecemos a sua participação

Quem vive a Gávea tem voz.

AMAGÁVEA
Associação de Moradores e Amigos da Gávea

A FORÇA DOS GAVEANOS

A mobilização dos moradores da Gávea, intensificada nas últimas semanas, deu um passo importante rumo à busca por um desenvolvimento urbano responsável no bairro. No dia 9 de dezembro de 2025, a AMAGÁVEA enviou ao Prefeito Eduardo Paes um ofício detalhado expondo os impactos do adensamento acelerado na região e solicitando medidas urgentes para preservar o equilíbrio urbano e ambiental da Gávea.

O documento apresenta dados técnicos sobre trânsito, saneamento, energia, áreas verdes, verticalização e capacidade de infraestrutura, além de defender dois pontos centrais:
a necessidade de um Estudo de Impacto Cumulativo, que avalie o conjunto dos empreendimentos já licenciados e em análise;
a proteção da Gávea como Área de Interesse Urbanístico Especial, garantindo critérios mais rígidos para novos projetos e contrapartidas que beneficiem o próprio bairro.

A resposta do Prefeito veio poucas horas depois do envio:
“Já pedi um estudo para entender o que mudou na legislação e seus impactos na Gávea.”

Essa manifestação rápida sinaliza abertura institucional e reconhecimento da urgência do tema. Mostra também que a mobilização dos moradores – presente nas ruas, nas redes, nas reuniões e nas articulações técnicas – gerou o efeito necessário para levar o problema ao mais alto nível de decisão.

A Gávea vive hoje um momento crítico. Com apenas uma via principal de acesso, a Rua Marquês de São Vicente enfrenta sobrecarga crescente decorrente de novos empreendimentos, aumento populacional, circulação universitária, presença de hospitais e escolas, além de ser um corredor fundamental entre áreas da Zona Sul. O somatório desses fatores exige planejamento, diagnóstico preciso e ações integradas.

Por isso, a decisão do Prefeito de iniciar um estudo técnico é um avanço concreto. Resta agora acompanhar sua realização, contribuir com informações qualificadas e assegurar que seus resultados orientem medidas efetivas de proteção ao bairro.

A AMAGÁVEA seguirá atuando com firmeza e diálogo, trabalhando para que a Gávea continue sendo um espaço de equilíbrio entre natureza, cultura, educação e vida urbana. A união dos moradores foi e continuará sendo a chave desse processo.

A Gávea segue vigilante — e segue unida.

LEIA AQUI O OFÍCIO NA ÍNTEGRA

AMAGÁVEA – Associação de Moradores e Amigos da Gávea